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21.4.10

De como se ler um poema

Ouvi no rádio que um homenzinho qualquer estava dando um curso chamado 'Como ler um poema', ao custo de um salário mínimo aproximado. Pois eu te digo como deve ser lido um poema, rápida e gratuitamente -


Em silêncio.

19.2.10

Dúvida

Na Proemia só há um fato:
Todo pé de letra tá vestido de sapato.

9.2.10

Leitura plena

Quando vejo um texto muito grande nem começo a ler. O que faço é desfocá-lo e ver quantos espaços em branco há. Quanto mais, mais vontade de ler me crio. Isso porque pelas estatísticas as menores palavras do português são os artigos, portanto quanto mais espaços, mais artigos, logo mais imagens - e eu sou fã das imagens, você já sabe.

A ironia é que para encontrar o recheio, eu busco pelo vazio. Ironia não. Simples sardonismo divino.

2.2.10

Morte à Poesia!

Não sei, me cansei dessa Poesia edificada, dessa Poesia com forma de minhoca. Achei que já tinham acabado com isso, mas me parece que não. Me parece que ela tenta sobreviver, subindo as paredes. E quando leio uma - sim, apesar de tudo leio, me é inevitável -, leio de baixo pra cima. Esse é o jeito que se deve ler.

Desvios à parte, anseio a morte da Poesia. Mesmo já estando nascida, façamos nascer a Proemia.

10.8.09

Da proemia

Escrever é ato interno, por mais que insistam. É ato de engrandecer o ego. Mas não a ponto de estourar ou fadigar as juntas, apenas até onde aguento, até acabar a tinta.
Não tenho objetivos e não quero ter. Valorizo a espontaneidade tal como os revolucionários valorizam a revolução e os simplistas a simplicidade. Tudo é por si, nada por causa. Tudo por mim, nada por asas. Me formo da forma do mundo, eu, água que sou.